segunda-feira, 2 de maio de 2011

Nosso problema é... são tantos...

Há tempos que tenho matutado sobre dois assuntos, um que escreverei agora e outro que creio ser do agrado da Bianca (@bhayashi). Mas um de cada vez, né? É hora de falar de um probleminha que temos.

Tenho pensado: "Por que é que somos tão passivos? Aceitamos tanto que errem conosco ou com outros, e somos incapazes de repreender?".

Diversas razões surgiram à minha mente, dentre elas, a de que somos medrosos, temos medo de enfrentar os outros, não queremos confusão. Se alguém apronta algo com você, mesmo que não seja do seu agrado, não é comum ir contra um tipo de agressão, qualquer que seja; uma brincadeira sem graça, uma piada ofensiva, enfim, qualquer tipo de atitude que desagrade.

Estamos acostumados a conviver e deixar passar, sem repreender, atitudes errôneas de outrem. E existe também o outro lado da moeda: mesmo que você critique, argumente, discuta, não significa que seu ouvinte lhe dará ouvidos; afinal, se ele faz algo, é por acreditar que aquilo seja o certo de se fazer, seja lá qual for sua motivação. Sendo assim, ficamos num beco sem saída.

E é aí que eu penso: talvez isto seja o retrato de algo simples: falta de respeito. Não estamos acostumados a viver em prol dos outros, almejando construir bons relacioamentos, baseados em afetividade e respeito. As pessoas costumam lidar umas com as outras de forma selvagem, competitiva, e demonstram que se importam ao reduzir alguém, humilhar. "Quem sabe assim ele aprende, né?".

E não para por aí (odeio o fato de que removeram o acento diferenciador de para e pára. Odeio.)!

Isso se extende para coisas do dia-a-dia. Mesmo que você não apoie o preconceito, ele existe. "Ah, seu mulherzinha" ou "isso aí é coisa de preto". Ok, eu sei que você tem amigos gays e que seu cunhado é azulão (com todo o respeito e carinho, ok?), mas falar isso significa que existe dentro de você, embutido desde o seu nascimento, o preconceito. E não temos costume de repreender isso; aliás: reproduzimos.

Depois de muito refletir a respeito deste assunto, tenho modificado minha forma de agir; pouco a pouco, ainda cometo gafes. Mas estou evitando. Tomando consciência para mim. Fomento essa discussão quando possível em meus círculos sociais e vejo normalmente respostas positivas.

Pense um pouco a respeito destes pontos: o respeito e a influência que ele causa. A nossa covardia em não chamar a atenção a atitudes errôneas é um erro ainda maior, afinal, se não servir de incentivo, com certeza não serve de freio.

Fonte das imagens:
http://ositiodoestrangeiro.blogspot.com/2010/04/passividade.html
http://conjuncoesdavida.blogspot.com/2010/08/respeito.html
http://essenciaoficial.blogspot.com/2010/07/sutil-diferenca-ser-essencia.html