quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Autobiografia em 5 capítulos

1) Ando pela rua . Há um buraco fundo na calçada . Eu caio
Estou perdido... sem esperança. Não é culpa minha.
Levo muito tempo para encontrar a saída.
 
2) Ando pela mesma rua. Há um buraco fundo na calçada
Mas finjo não vê-lo. Caio nele de novo.
Não posso acreditar que estou no mesmo lugar. Mas não é culpa minha.
Ainda assim levo um tempão para sair.
 
3) Ando pela mesma rua. Há um buraco fundo na calçada. Vejo que ele ali está
Ainda assim caio... é um hábito. Meus olhos se abrem. Sei onde estou
É minha culpa. Saio imediatamente.
 
4) Ando pela mesma rua. Há um buraco fundo na calçada.
Dou a volta.
 
5) Ando por outra rua.

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Esse texto foi passado a mim pelo meu grande amigo Evandro, e fuçando, vi que é proveniente do livro "O livro tibetano do viver e do morrer" de Sogyal Rinpoche.

Achei belo justamente por sua ironia.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Uma visão a compartilhar

Há tempos que penso em escrever sobre este tema, e hoje, em especial, foi um dia atípico (ou não, leia mais): eu estava um pouco mais "gay" (esta é a razão do "ou não", afinal, é possível estar mais ou menos? Sim, de acordo com a Tati).

Conversando outro dia com a Cise, ela me disse que eu tenho alma de músico, pois vivo intensamente os sentimentos, e hoje, conversando com ela novamente, constatei isso ainda mais. E o mais engraçado: não apenas os meus sentimentos, mas os de outra pessoa também.

Já é sabido que sou um tanto quanto carinhoso e carente com todos à minha volta, e que faço tudo que estiver ao meu alcance para auxiliar sempre que possível, não preciso colocar modéstia neste ponto, aliás, me orgulho por isso, foi algo que construi ao longo dos anos e espero poder melhorar cada vez mais.

Eu estava um pouco mais "gay" hoje pois sentia uma certa apreensão, e não era um sentimento meu, mas uma vivência de outra pessoa que me fazia sentir isso. Não acho que tenha a ver com espiritismo nem nada do gênero, é só que se há alguém que eu goste triste, eu sinto-me preocupado e torço para que a pessoa fique bem, mesmo que esta pessoa more longe.

Era necessário então solucionar esta angustia. E aí é um ponto onde eu erro muito: eu acho que devo agir, se possível, que preciso intervir, para auxiliar nesta recuperação. Infelizmente, peco neste aspecto, afinal, cada pessoa deve ter seu ritmo, caminhar a seu próprio passo. Ninguém mais é criança, e eu, inocentemente, não consigo perceber isso. Faço isso repetidamente, com diversas pessoas.

Resolvi então não intervir diretamente. Decidi apenas mostrar meu ponto de vista, e é justamente este ponto de vista que eu desejo compartilhar: minha visão a respeito de relacionamentos interpessoais.

Outra marca sabida a respeito de mim é a minha "alegria". Dificilmente serei visto de mal humor ou bravo, até triste é um pouco raro, mas acontece ocasionalmente. Quero então partilhar essa "receita" que tenho com vocês.

Não garanto que funcione, nem que faça efeito. Não acho que você precisa tentar praticar. Só acho interessante conhecer uma forma alternativa de agir, e se lhe agradar, ficarei feliz em ter ajudado.

Frequentemente, temos variações de humor. Alguns mais, outros menos, outros com bipolaridade extrema, mas inevitavelmente, diante de acontecimentos, mudamos nossas ações. E como evitar que isso resulte em problemas?

Primeiramente: muito amor. Doses enormes deste sentimento. Já discuti aqui o significado do que é amor para mim, então considerarei que este ponto está sanado.

Entretanto, há outros sentimentos envolvidos. Ódio, raiva, tristeza, angústia, mágoas, dentre vários outros. E o pior: alguns destes são grandemente nocivos. Ações tomadas "de cabeça quente" geralmente resultam em problemas. Meu objetivo é oferecer uma forma de evitar com que problemas assim aconteçam.

Todos esses sentimentos existem. E, como na física, nada some, tudo se transforma. Sendo assim, a alternativa que proponho é: transforme. Encontre uma forma de vivenciar os sentimentos que você tem. Música? Esportes? Meditação? Caminhada? Amassar papel? Faça sua escolha. Vivencie os sentimentos em sua integridade, pense neles, viva-os com intensidade, mas acima de tudo, sinta-os com um sentimento de carinho embutido.

Se esforce para transformá-los em pensamentos positivos. Molde-os àquilo que você deseja. Nutra a compaixão. Se necessário, chore, grite, só evite bater, afinal... sabe como é, as outras pessoas não precisam sofrer com você :P.

Pessoalmente, utilizo a meditação e a música para canalizar meus sentimentos e realizar a metamorfose. Toda a noite, antes de dormir, deitado no colchão, eu penso a respeito dos acontecimentos do dia, "converso" um pouco comigo mesmo (#foreveralone) e procuro soluções para mim.

Este método funciona comigo, me traz tranquilidade. Não é receita de sucesso, mas apenas uma sugestão. Meu desejo é que todo o mundo seja capaz de conviver bem com o restante da humanidade mesmo diante das divergências de pensamento que existem.

Boa sorte!

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Fonte das imagens:

http://wiltonblackpoemas.blogspot.com/2011/03/queda-livre-sentimentos.html
http://pergunteaofred.blogspot.com/2011/05/voce-e-solucao-dos-seus-problemas.html
http://insustentavelviga.blogspot.com/2010/09/proximidade-que-nos-faz-bem-porem-mal.html
http://www.paramulheres.com/como-praticar-meditacao/

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Nosso problema é... são tantos...

Há tempos que tenho matutado sobre dois assuntos, um que escreverei agora e outro que creio ser do agrado da Bianca (@bhayashi). Mas um de cada vez, né? É hora de falar de um probleminha que temos.

Tenho pensado: "Por que é que somos tão passivos? Aceitamos tanto que errem conosco ou com outros, e somos incapazes de repreender?".

Diversas razões surgiram à minha mente, dentre elas, a de que somos medrosos, temos medo de enfrentar os outros, não queremos confusão. Se alguém apronta algo com você, mesmo que não seja do seu agrado, não é comum ir contra um tipo de agressão, qualquer que seja; uma brincadeira sem graça, uma piada ofensiva, enfim, qualquer tipo de atitude que desagrade.

Estamos acostumados a conviver e deixar passar, sem repreender, atitudes errôneas de outrem. E existe também o outro lado da moeda: mesmo que você critique, argumente, discuta, não significa que seu ouvinte lhe dará ouvidos; afinal, se ele faz algo, é por acreditar que aquilo seja o certo de se fazer, seja lá qual for sua motivação. Sendo assim, ficamos num beco sem saída.

E é aí que eu penso: talvez isto seja o retrato de algo simples: falta de respeito. Não estamos acostumados a viver em prol dos outros, almejando construir bons relacioamentos, baseados em afetividade e respeito. As pessoas costumam lidar umas com as outras de forma selvagem, competitiva, e demonstram que se importam ao reduzir alguém, humilhar. "Quem sabe assim ele aprende, né?".

E não para por aí (odeio o fato de que removeram o acento diferenciador de para e pára. Odeio.)!

Isso se extende para coisas do dia-a-dia. Mesmo que você não apoie o preconceito, ele existe. "Ah, seu mulherzinha" ou "isso aí é coisa de preto". Ok, eu sei que você tem amigos gays e que seu cunhado é azulão (com todo o respeito e carinho, ok?), mas falar isso significa que existe dentro de você, embutido desde o seu nascimento, o preconceito. E não temos costume de repreender isso; aliás: reproduzimos.

Depois de muito refletir a respeito deste assunto, tenho modificado minha forma de agir; pouco a pouco, ainda cometo gafes. Mas estou evitando. Tomando consciência para mim. Fomento essa discussão quando possível em meus círculos sociais e vejo normalmente respostas positivas.

Pense um pouco a respeito destes pontos: o respeito e a influência que ele causa. A nossa covardia em não chamar a atenção a atitudes errôneas é um erro ainda maior, afinal, se não servir de incentivo, com certeza não serve de freio.

Fonte das imagens:
http://ositiodoestrangeiro.blogspot.com/2010/04/passividade.html
http://conjuncoesdavida.blogspot.com/2010/08/respeito.html
http://essenciaoficial.blogspot.com/2010/07/sutil-diferenca-ser-essencia.html

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Organização vai bem, obrigado.

Faz muito tempo que não escrevo, e este post não é bem o que eu quero, mas volto a escrever em breve, juro que vou tentar.

Direto ao assunto, já faz muito tempo que estou infeliz com minha falta de organização, e nada melhor do que um chacoalhão para começar uma mudança.

Nada especial aconteceu, exceto o fato de que um belo dia (ante-ontem) eu resolvi anotar tudo que eu tinha para fazer e manter tudo isso numa lista que ficasse próxima a mim.

Por enquanto, está funcionando, dentre as coisas que anotei estão ligar para pessoas queridas com quem não falo faz tempo, coisas relacionadas a trabalho, arrumar a gaveta de documentos, enfim, essas coisas que precisamos fazer e nunca lembramos.

Ter tudo isso numa lista vai bem, afinal, tenho uma noção visual de como está meu andamento nas tarefas.

Ah, uma das coisas que eu anotei pra fazer era escrever no blog! Viu como funciona? Ainda tenho outros temas para escrever, mas que precisam de mais tempo para elaborar.

PS: smartphone ajuda nessas coisas, app para tasks e blogger são bons, mas um caderninho também rola!