segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

What's so funny about peace, love and understanding?

As I walk through
This wicked world
Searchin' for light in the darkness of insanity.
I ask myself
Is all hope lost?
Is there only pain and hatred, and misery?


A Perfect Circle - (What's so funny 'bout) Peace Love and Understanding

Com todo o papo a respeito de machismo, socieade patriarcal e o desrespeito que rola entre as pessoas de todo o tipo, essa música representa um questionamento constante que existe dentro de mim.

Essa música do A Perfect Circle é mais uma das geniais que me chama a atenção quando escuto.

Há um gigantesco isolamento social entre as pessoas, e qual a razão disso? Juro que tento entender, mas não funciona. Será medo de se decepcionarem com as pessoas com quem se relacionam, e por isso, deixam de se importar?

Amar e se importar é sem dúvidas um exercício difícil, pois não basta se importar, é necessário compreender, e é nisto que essa música se torna ainda mais especial. "O que há de engraçado a respeito de paz, amor e compreensão?".

Já falei aqui a respeito de amizades, como tratar aquilo que lhe faz mal, e como cuidar daquilo que lhe faz bem, que o amor incondicional é uma ferramenta e tanto para se cultivar, mas nada disso funciona se não houver compreensão. Mesmo a reclamação mais boba e fútil deve ser entendida. Não digo que se deve acatar a tudo, mas é importante entender que pessoas diferentes possuem interesses e formas diferentes de encarar acontecimentos.

Abrir mão de seus preconceitos e permitir-se agir em prol de outros é prazeroso e recompensador. Proteja os que estão à sua volta. Só assim você criará um berço realmente forte para conviver.

E por fim, respondendo à pergunta: não há nada de engraçado a respeito de paz, amor e compreensão. Existe apenas escassez disto nas pessoas.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Amigo

Um dia destes, de madrugada, liguei a TV durante um assaulto costumeiro à cozinha. Uma reportagem mostrava o valor do apoio psicológico que as amizades possuem em pessoas com problemas de saúde.

Vou confessar que odeio estatísticas e estudos assim pois, mesmo que feitos com grande seriedade, ainda pegam um exemplar finito de pessoas e que ainda é incapaz de retratar todas as pessoas, mas os dados são de que, de fato, as amizades são capazes de reduzir o tempo de tratamento e aumentar as chances de recuperação gigantescamente.

Outro dado que me recordo é o de que o temor da maioria dos brasileiros, em sua velhice, é da solidão.

E pra quê estou dizendo isto? Bem, por uma simples razão: existe uma grande divergência no conceito de amigo e colega, e é comum que as pessoas confundam isto.

Colegas são pessoas que estão à sua volta. Conhecidos seus, pessoas com quem você se relaciona, mas que não há um forte vínculo. Amizade: (do latim amicus; amigo, que possivelmente se derivou de amore; amar, ainda que se diga também que a palavra provém do grego) é uma relação afetiva, a princípio sem características romântico-sexuais, entre duas pessoas.

Outro conceito aparentemente errôneo, em minha visão, é o amor. "Amor de mãe", para mim, é a mais estúpida definição de "amor sem desejo". Existe um problema na definição do amor, que o torna ambíguo. Não é bem o tema, mas separemos aqui como amor e paixão, sendo que a paixão envolve as características romântico-sexuais no relacionamento, enquanto que o amor expressa a ternura, afetividade, compaixão e outros tantos sentimentos já descritos e muito bem definidos por aí.

Sendo assim, uma vez que entendemos o que significa amizade, e sua origem é proveniente do substantivo amor, e que conhecemos o amor como sendo um sentimento que envolve ternura, preocupação, zelo, compaixão, cuidado e tantas outras coisas, percebemos que boa parte das amizades é, no mínimo, superficial. Ou então, não passam de coleguismo.

Depois de muito pensar a respeito disto, percebi que seria incapaz de ser amigo de todas as pessoas existentes no mundo. Gostaria de amar a todos, mas de acordo com meu texto anterior, há divergências entre as pessoas e, consequentemente, fazemos seleções. Sendo assim , optei por amar de fato aqueles que eu considero amigos.

Por amar, quero dizer que tento alocar todos os sentimentos envolvidos na definição de amor em todos aqueles que me preocupo e escolho. Desisti do meu ultra-romantismo e de minha esperança de curar o mundo todo. Não consigo amar a todos. Posso sim ter compaixão pelos que merecem, me importar, mas honestamente, optei por não dedicar a minha vida inteira a outros. Taxe-me de egoísta novamente, e isto apenas demonstrará que você não me conhece o suficiente.

Amizade possui um valor muito poderoso, e combinada ao texto da semana passada que fala a respeito da seleção que devemos fazer relacionada às pessoas com quem convivemos, me permitiu ter uma visão muito equilibrada em meus relacionamentos inter-pessoais. É um assunto que pode se estender por horas de conversa, e se você algum dia tiver interesse em discutir, estarei inteiramente à disposição.

Para concluir, recomendo que você reflita quanto ao valor que dá às amizades. Não só isto, mas que você se preocupe em tentar enxergar bem quem são pessoas que podem de fato ser verdadeiros amigos. Lembre-se que amizade é muito mais do que alguém engraçado, ou alguém que tem boa pinta. A amizade é um sentimento muito mais forte do que tudo isto. Uma vez que você enxergue seus amigos, os abrace. Faça isto com sua alma, e guarde-os para sempre, ou pelo menos, pelo tempo que lhes for permitido.

The very best of friendship: http://www.trulylovable.com/get/friendship-wallpapers/the-very-best-of-friendship.htm

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Arte pela arte, DRM, copyright, doações

Confesso que esta semana foi bastante "morta" para mim, alguns eventos interessantes que poderiam render um texto, mas ainda muito crus em minha mente. Preciso assá-los um pouco mais antes de produzir algo a respeito.

Algo que me fez pensar um pouco foi um blog que conheci. Chama-se "Nerdson não vai à escola" (www.nerdson.com). Descobri por indicação do novo amigo Hugo Petelin! Muito grato pela indicação, devo-lhe meu testículo direito por gratidão!

Fucei muito o blog, e já estou em sua VIGÉSIMA SEXTA página! Gostando demais dos assuntos, várias indicações de livros, discussões interessantes e o melhor: muita piada nerd / geek inteligentíssima e muito bem bolada!

Dentre os posts, vi que o Karlisson Bezerra, autor do blog, começou a aceitar doações dos usuários. Nesse post, ele questionou o fato de que muitos usuários indagavam quanto à cobrança por conteúdo, seja como copyright ou algum tipo de licença, que cobrasse alguma mensalidade ou algo do gênero.

Esta já é uma discussão que existe algum tempo dentro de mim. Como sou brasileiro, herdei de minha cultura-mãe a característica do "Jeitinho brasileiro". É justamente ele que irei criticar diretamente, mas também oferecer uma proposta e mostrar algo um pouco diferente.

Sempre procuramos pelo alternativo, por um jeito paralelo de conseguir algo, uma forma mais barata, burlar algo. É fato que, por exemplo, para importação de alguns produtos, a carga tributária é tão gigante que é inaceitável, e não vou culpá-los por isto. Sei deste problema. Mas a questão é que isto é geral, um problema que está envolvido em tudo!

Logo do Grooveshark
Durante esta semana, tenho utilizado muito o Grooveshark para escutar músicas. É um site incrível, onde você pode subir suas músicas e escutar músicas livremente, dos outros usuários. Não é permitido download, mas é possível escutar via streaming. E o serviço é gratuito, como muita coisa por aí.

A diferença é que há um serviço "VIP" no Grooveshark. Há diversos serviços por aí na internet que funcionam desta forma. Este esquema é chamado de "Micro transações".

Há alguns dias mesmo, eu fui procurar o custo para comprar uma licença para o WinRar. Mesmo para quem não conhece muito de computação, com certeza já usou um arquivo compactado. O WinRar é um progarma EXCELENTE, possui ótimas opções e é muito bem programado. Não entrarei em detalhes, mas posso garantir! Entretanto, o preço era de modestos 30 dólares para uma licença. Desisti.

Ainda assim, eu estou começando a gostar demais desta moda de micro transações. É uma forma interessante de incentivar um trabalho. Manter um site no ar não é caro, mas possui custo. Varia de 30 a alguns milhares de reais, dependendo do porte. Isto não é fácil de manter, e para se manterem, o apelo normalmente é para os milhões de banners de propaganda. Não é raro entrar em um site e ver alguns pares de peitos e quem sabe até alguns pênis pulando na sua cara (NEM VEM OLHAR COM ESSA CARA DE "HUM, QUAL SITE VC ANDA VISITANDO?!?!?!?!").

Agora é o ponto onde vem a crítica ao jeitinho brasileiro. Devido à forma como nossa cultura (des)valoriza o trabalho de outros, muitos projetos com este tipo de iniciativa vão para a vala. Algo que eu acompanho muito é quanto a jogos. "Ah, se tem mensalidade, não vou jogar. Tem pirata?".



Fico triste por ver isto. Qual o problema em pagar por algo que é bom? Por que tanto desrespeito com o trabalho de outros? Uma coisa é lutar contra os altos impostos, realizar alguns pequenos contrabandos aqui e acolá pois os impostos que incidem em nós são estúpidos (e sim, este é um grande vai tomar no cu à tarifa de importação), mas há um lado muito errado e desrespeitoso em nossa postura.

O blog Nerdson é todo licenciado pela Creative Commons, sob a licença BY, que permite utilizar, modificar e redistribuir o trabalho, desde que sejam mantidos os créditos do criador original. É uma demonstração incrível de respeito pelo próprio trabalho.

Fica então o apelo: se você realizar algum tipo de trabalho que possa aceitar contribuições, divulgue-o e tenha isso em mente sempre que vir algum tipo de trabalho interessante. Vou parafrasear o metrô: "O metrô é feito de milhares de pessoas, milhares de gestos. Faça o seu melhor e ajude a construir o metrô que você quer". Eu sei que não é bem assim, mas que seja, a essência está aí.

Fonte das imagens:
Uncle Sam wants you to pay taxes: http://www.michaelshowalter.net/2010/07/11/taxes/uncle-sam-taxes/
Zé Carioca: http://g1.globo.com/platb/instanteposterior/2007/09/25/o-jeitinho-brasileiro/

sábado, 28 de agosto de 2010

Concepção

Conception of the Mind - Fatima Azimova
Este texto não é baseado em nada ocorrido recentemente. É sobre minha vida, e minha concepção de realidade. Parece meio dramático ou super importante, mas não é nada tão cabuloso. Falarei sobre a forma como eu enxergo os acontecimentos e este texto falará demasiadamente muito sobre mim. E provavelmente será um pouco longo. Espero que gostem.

Primeiramente, é preciso entender que somos universos. Por universo, denotarei o mundo de cada pessoa. E não falo do planeta, ou dos seus arredores. Falo do universo dentro da sua mente. Do universo que você vive, dentro da sua concepção de mundo. Por isso, quero denotar coisas que podem parecer muito estranhas, como o fato de que há pessoas que não suportam ficar sem tomar banho por mais de 24h, mas no entanto, há costumes em países europeus de tomar banho apenas algumas vezes por semana. Você pode achar nojento alguém limpar o nariz em público, mas há pessoas que degustam isto. É estranho, grosseiro, sim, mas é fatídico. Somos pessoas diferentes, com concepções diferentes, universos diferentes. E quem é que está certo?

Ninguém.

Se você já tinha esta visão de mundo, provavelmente acredita que este é um bom momento para parar de ler, e provavelmente seja, mas acredito que este texto ainda poderá lhe trazer algo útil.

Abstract Universe


Muito mais do que não classificar nem rotular como certo ou errado, sobretudo, está a necessidade de compreender estes universos diferentes. Existem pessoas autoritárias e pessoas que denotarei como "servis". Entenda isto pelo tipo de pessoa que não importa em cumprir ordem. Novamente, pessoas "servis" estão erradas? Não necessariamente.

Sei que é um tanto quanto complexo, afinal, voltando à premissa: somos universos diferentes. E é estranho compreender isto. Vou além: é estranho aceitar e assumir isto. Ninguém quer ser rotulado como "servil" ou defasado. Não queremos ser considerados ignorantes diante de algo diferente. É fato que, por mais estranho que lhe seja um determinado assunto, você sempre poderá produzir algo a respeito, mas este conhecimento não necessariamente será relevante para os outros. E isto é ruim? Não.

Não é pelo fato de ser um grandioso ignorante no mundo de diretores de cinema, ou no nome dos atores, que eu preciso me considerar inferior ou diferente. Isto, de fato, é uma característica minha. Vivo tranqüilamente com este fato, e as pessoas ao meu redor sabem claramente disto.

Eu poderia agora tentar entender a razão de nos empenharmos em conhecer tudo, mas prefiro voltar a um ponto muito mais pessoal, e menos filosófico. O ponto onde quero chegar é: não podemos; mais do que isto: não devemos classificar e nem julgar ninguém.

Qualquer forma de preconceito, seja qual for, e preconceito é um termo muito mais abrangente do que o utilizado corriqueiramente, é um crime com um outro ser humano. É, na verdade, um crime com um universo inteiro. É um desrespeito com a concepção de outra pessoa.

Isto não implica no fato de que eu começarei, a partir de hoje, a ser inconveniente, e todos deverão me respeitar por isto. Temos também o direito à escolha: podemos, e eu recomendaria, cortar aquilo que não nos serve, que não nos traz bem.

Percebam agora que cheguei a um ponto de conflito: digo que não podemos julgar e nem classificar alguém, agir preconceituosamente ou discriminar, mas também digo que não precisamos aceitar tudo. E novamente, para este conflito, não darei uma visão filosófica. Passarei uma visão pessoal.

Managing Conflicts
Este conflito se resolve com escolhas.

No mundo, há milhares de pessoas. Milhares de universos. São todos compatíveis com o seu? Creio que não. Eu sei dos preconceitos que tenho, sei do "tipo" de pessoas com quem não me envolveria. Eu as rotulo. Faço isso, criminosamente, e ciente disto. Mas em contrapartida, opto por amar, entender e compreender outras pessoas à minha volta. Um fato óbvio: amor incondicional¹ só é possível de ser atingido quando feito em devoção completa.

Sendo assim, dada minha compreensível fraqueza, opto por realizar aquilo que é possível para mim: realizar escolhas. Posso me livrar daquilo que me faz mal e optar por abraçar aquilo que me faz bem, entendendo as diferenças, comportamentos e vícios daqueles que estão à minha volta, tentando amá-los da forma como são, dando-lhes liberdade para serem exatamente como são, sem permitir que meu mundo influencie.

Você gosta de acampar? Se isto me incomodar, eu lhe avisarei. Se você aceitar mudar seu hábito por mim, ficarei grato. Senão, decidirei se consigo conviver com isto. Se conseguir, será então uma decisão, e aceitarei isto. Caso contrário, me afastarei. Algoritmicamente, parece simples, mas naturalmente que não é. E novamente, isto foi apenas um exemplo "receita de bolo", e que não deve ser levado ao pé da letra. Mas serve para demonstrar que temos opção. Sempre temos opção. E se sua escolha foi aceitar, então faça-o com convicção.

"When you find peace within yourself,
you become the kind of person who  can live
 in peace with others."
Concluo então fazendo um resumo. Compreenda que somos todos pessoas diferentes, e que não há alguém bom ou alguém mau. Não há características melhores ou piores de acordo com uma rotulação global. Existe aquilo que você julga pertinente. "Se você quiser para si alguém que entenda todas as suas qualidades, case-se com sua mãe". Nem mesmo seu clone seria capaz disto. E afirmo que isto não deve ser levado em consideração apenas para relacionamentos afetivos; é uma decisão para todo tipo de relacionamento. Claro que escolhas não são fáceis, e nunca disse isto, mas é importante pensar a respeito.

Utilize algum tempo para pensar a respeito da forma como você lida com as pessoas à sua volta. Entenda-as, conheça-as, aprenda a seu respeito, perceba o que lhes é importante, seus vícios, seus males, suas belezas. Opte por amá-las ou afaste-se gradualmente. A escolha está sempre em suas mãos.

¹: por amor incondicional, chamo de devoção ao mundo. às pessoas e a tudo que há ao nosso redor. À vida e ao bem-estar global. Fazer o bem a todos, esperando apenas uma coisa: fazer-lhes bem. Tentei praticar um pouco disto, mas fracassei. Ainda assim, foi uma experiência maravilhosa e engrandecedora.

PS: Há uma gigantesca dose de egoísmo em meu texto, e eu sei disto. Tratarei do egoísmo em uma oportunidade futura =) É importante entender também nossos próprios males e utilizá-los de forma que seja útil. Novamente, uma frase egoísta. Isto vai longe! Melhor deixar para outro texto =D

Fonte das imagens:
Conception of the Mind (achei mto foda as obras da Fatima Azimova): http://fineartamerica.com/profiles/fatima-azimova.html
Abstract Universe (aparentemente fora do ar): http://www.picsabstract.blogspot.com
Managing Conflicts: http://www.speak-first.com/courses/business-effectiveness/managing-conflict.aspx
Peace Within: http://www.myspace.com/vegaspinayfemme

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Um dia você me dá uma flor de presente?

Foi esta a pergunta que minha mãe me fez ontem. Com sua doce voz, seu jeito meigo, e como se fizesse um pedido, mas aquele tipo de pedido feito por crianças, como se desejassem tanto um doce no expositor de uma doceria.

Isto me fez pensar. Nunca vi minha mãe receber flores. Os presentes foram sempre tão bem recebidos, mas flores. Flores. Ela nunca ganhou flores. Ela perguntou isto pois estávamos diante de árvores carregadas de azaléias.

Um simples comentário: "Nossa, as azaléias estão lindas agora, né?". E um modesto pedido: "Um dia você me dá flores de presente, Mu¹?".

Minha mãe, que já me viu presentear flores. Não só isto. Me acompanhou, ajudou a escolher e torceu. E nunca teve isto para si.

Isto me fez repensar, mais uma vez, acho que pela milionésima, a forma como eu lido com as pessoas que estão diante de mim.

É hora de ser mais gentil. Muito mais. Cada vez mais.

¹: Em árabe, meu nome, 'Omar, possui diminutivo 'Ammura, que foi "aportuguezado" para Mura e virou Mu hoje em dia.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Uma espécie de saudação eletrônica

Sendo este o primeiro texto do blog, nada mais justo do que alguma apresentação, um pouco de quem eu sou, o que pretendo escrever e os tipos de idéias que se passam na minha mente.

Sendo assim, apresento-me como Omar Ajoue, sou um garoto de atualmente 24 anos (ui) que trabalha com internet e desenvolvimento de sites como programador, já trabalho com isto há bastante tempo mas estou há apenas 2 semanas trabalhando para uma nova empresa, que por sinal, estou gostando demais!

Estudo ciências da computação, meu último semestre, passo tempo até demais ao computador, gosto de games online, bater papo, e estou me acostumando a gostar de cosias mais saudáveis, como me habituar a procurar conteúdos mais "inteligentes" na internet ao invés de apenas baboseiras =P Nada contra, mas um pouco de tudo vai bem!

Estou quase o dia todo escutando alguma música, majoritariamente metal, em específico estou viciado em metalcore mas também gosto de coisas diferentes como Alanis Morissette! E meus interesses, no geral, envolvem computação, games, assuntos geeks / nerds, música, e um pouco de filosofica e psicologia. Não sou nenhum grande conhecedor destas duas últimas áreas, mas me fascino muito com o que aprendo a respeito.

Creio que os 4 parágrafos acima já são suficientes para apresentação. Falarei um pouco (bem pouco) a respeito da minha motivação. Já tive um blog, mas escrevi apenas 4 postagens, pois existe sempre o bom e velho problema num blog: pensar mas não colocar em prática. Eis que surgiu a proposta perfeita: encontro de blogs! E esta é minha primeira noite nisto. Trata-se de uma reunião semanal de blogueiros que tem duração de 1 hora em que o objetivo é apenas um: escrever um post! E cá estou eu.

Durante esta semana diversos temas passaram pela minha mente. Em especial, hoje é sexta-feira 13, o tal dia nefasto e acompanhado de chuva de meteoritos! Além disto, há o excesso de pança por parte do Ronaldo Fenômeno (e olha que nem sou tão ligado a esportes), redescoberta de algumas habilidades minhas em programação, aprendizado de outras técnicas, trabalho em uma equipe incrivelmente diferente de tudo que já vivenciei, perceber que eu odeio álgebra e tenho medo de jamais me formar por isso, início do ramadan¹, ser abordado por diversas pessoas na rua para pedir informações (isto ocorreu com frequência maior do que a normal), enfim, uma cacetada de eventos, mas nada que me inspirasse muito a escrever um texto que pudesse ser interessante. Até que hoje algo me chamou a atenção. E me fez pensar um pouco a respeito. BINGO!

Obtida de Daily Mail²
Aparência. Visual. Chamar a atenção. Beleza, nem que seja mascarada. Não interessa. Perante os outros, somos mais bem vistos se estivermos elegantes, formosos, chiques. Ora, não sou exceção à regra. Eu também me importo com minha aparência, quero aparecer, quero ser visto. Todos temos esta necessidade, ninguém quer passar despercebido. Isto é um fato que por si só já é suficiente para escrever por uns longos parágrafos, mas não vou me ater a isto; não é a intenção desta postagem.

O que me ocorreu hoje foi ver, no ônibus, no trajeto à faculdade, uma moça. Bela, naturalmente bonita. Não havia necessidade de maquilagem. Apenas sua vestimenta e seu doce rosto já eram suficientes para torná-la muito bonita e darem destaque a ela. Mas ela não estava satisfeita com isso. Queria mais. Estava impecável. Mas surpreendeu-me um fato. Ao olhar para seus pés, delicados, percebi que seus tornozelos estavam machucados. O sapato, parte do aparato de beleza, machucava, triturava, e fazia sangrar e estigmatizar seus tornozelos.

Isto me fez refletir quanto à cobrança no aspecto visual. Para demonstrar-se bela e satisfazer os padrões de beleza exigidos por todos à volta, esta moça era capaz de machucar-se para manter seu valor. Naturalmente que não quero questionar o valor que ela dava à dor em seus tornozelos ou se ela tinha a necessidade de se exibir; não. Desconheço a tal moça, e não devo julgá-la, construir um pré-conceito sem nem sequer tê-la visto ou falado com ela anteriormente. Estou apenas questionando: a aparência é sem dúvida um parâmetro de comparação. E é também uma forma de discriminar pessoas.

O amor não se constrói em cima de beleza. Bem, não na maioria dos casos. A beleza talvez sirva como uma faísca, mas a afetividade, compreensão e interesse mútuo, além de diversos outros fatores, é que são responsáveis por tornar um relacionamento forte.

Analogamente, a aparência não o torna melhor profissional. Você não terá relatórios melhores por vestir-se bem.

Sendo assim, percebo que nos importamos com nossa aparência em suma por uma razão: bem-estar. Não há quem não goste de receber elogios, ou perceber que está sendo "vigiado" por outra pessoa (no bom sentido, claro). Está tudo envolvido em nossa necessidade de não nos sentirmos sozinhos, de nos sentirmos queridos, existentes, parte de um todo. E às vezes, para isto, nos sujeitamos até a males, como um tornozelo machucado, ou o rosto picotado pela lâmina de barbear, ou a ardência da depilação, para exibir as belas pernas (não no meu caso, óbvio hahahah). Enfim, um conjunto de atividades, todas em prol da necessidade de inclusão.

 A aparência é sim um atributo de grande importância, pois está diretamente relacionada ao bem-estar. Não há como dizer que você não se importa com sua aparência; em menor ou maior escala, todos nos importamos. E eu incentivo sim os cuidados. Eu mesmo faço limpeza de pele, mantenho meu cabelo aparado, minha barba feita, unhas aparadas, dentes limpos. Parte por manutenção básica, parte por estética, mas em prol do bem-estar. Até tento emagrecer, veja só! Pena que não consigo muito bem =( Invista sim em seu bem-estar. Estar bem consigo mesmo significa ser capaz de enxergar melhor os acontecimentos do dia-a-dia e permite que você aja melhor com os outros. Mas cuidado para não exagerar. Não acho que tornozelos machucados sejam o exagero; isto vai de cada um. Mas talvez uma quimioterapia para evitar o barbear seja.

Sendo assim, deixo uma pequena reflexão como lição de casa: o que você faz por você? Em diversos aspectos: estéticos, acadêmicos, profissionais, relacionamentos diversos (familiares, amorosos, amigos, trabalho, colegas de estudo). Quanto você se importa com seu bem-estar? Acha que poderia mudar algo? Tome alguns minutos. Mude algo. Sinta-se vivo e parte do mundo.

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¹: Ramadan é um dos meses do calendário muçulmano. Em especial, é o mês do jejum, em que os muçulmanos privam-se de alimentos (bebidas e comidas), qualquer tipo de atividade sexual e atividades ilícitas do nascer ao pôr do sol. Existem justificativas para a realização deste jejum; terei imenso prazer em explicar caso tenha interesse.
²: imagem retirada de: http://www.dailymail.co.uk/femail/article-1041224/Dying-beautiful-Are-beauty-products-killing-you.html